FAKE NEWS E A IEMPRESA – A NOVA ERA DA INFORMAÇÃO

Marcos Machado 31/03/2019 0
FAKE NEWS E A IEMPRESA – A NOVA ERA DA INFORMAÇÃO

*Rosalvi Monteagudo

Nessa quarta revolução industrial e tecnológica, a informação torna o desenvolvimento sustentável para que a evolução social venha da maior produção do homem, a espontânea informação. É necessário usar o computador, ou melhor, a internet, de forma humana, para estar em consistência com a realidade ou fato. Há milênios esta vem sendo dominada e controlada de cima para baixo, limitando a humana coesão dos homens. É indispensável o encontro do conhecimento para a consciência da humanidade, para que possa exercer o controle e se tornar consciente, evitando a manipulação e capacitando-a a possuir a maior força, a verdade. A nova era, a era da verdade, será através do mercado da informação. O homem deve dar outra direção a si, pela educação e informação consciente do seu poder de pensar e manifestar-se.

O valor da informação é eterno ao entrar nesta força invisível que é o questionar interior do ser que se desenvolve a partir de seu passado para representa-lo dentro do Eu das suas preferências, para comunicar e indagar na verdade e cooperar em cidadania.

O ser manifesta-se através da informação, motivo pelo qual a cultura é indispensável para discernir com consciência sobre si mesmo, e buscar a razão e o desenvolvimento sustentável, com responsabilidade social.

Os meios de comunicação modernos, como o computador passam a mudar os valores dos homens, reconhecendo as qualificações, através da informação, que é o elemento vital para o desenvolvimento da humanidade nesta nova era, a “era da verdade”.

Precisa do apoio dos políticos para essa nova ação. Somente uma política socioeconômica poderá solucionar o problema do desemprego e da geração de trabalho pela distribuição de rendas.

A cooperação entre os cooperadores/donos é através da troca de informações, entre pessoas, entre sociedades, entre culturas, etc.

O ser é a informação que traz consigo e o próprio ter é resultado desta. A pessoa física é a representação do seu valor social, ou melhor, da sua capacidade de pensar, de informar e obter informação.

A organização do ser deve ser através da informação construtiva e não da desinformação social. O valor é o ser e não se mede pelo ter, mas por seu desenvolvimento, acabando com a avaliação do ter de cima para baixo.

Devem pôr-se numa situação de desenvolvimento social para dominar o valor social, para torná-lo sustentável e compartilhar os recursos humanos, para poder afetar o desempenho do iempreendimento.

O aumento da concentração nas mãos de poucos está desestabilizando de forma desumana o mercado e desintegrando o social. Uma vez que este está sendo o maior problema da humanidade, explorada pela propaganda do produto e usada pela manipulação, que engana o consumidor. Esta é uma das grandes mudanças da comercialização que deve ser ponderada e organizada, através da socialização do consumo. A proposta é repensar as desigualdades e sugerir novas ações humanas.

No neocooperativismo  combate as notícias falsas pela desinformação das pessoas e a informação passa a ser o centro da organização socioeconômico de baixo para cima, através dos valores sociais, via software. Porém, precisa da padronização da terminologia no segmento para compartilhar entre a área de atuação local/comunitária, de modo que se organize e evite o isolamento. Precisa fortalecer a era da verdade que é antagônica ao fake new manipulado, via internet. A visualização da produção é medida pelo controle de qualidade, que é a meta das ações comuns da iempresa. Esta antecede o jogo do mercado, organiza-se pelo valor social, através do estudo do mercado consumidor antes de entrar em adesão livre. È uma empresa de informação, via internet.

O grau de completeza fixa o local de trabalho do cooperador/dono, mas se organiza pela produção da sua informação representada pelos valores sociais, através do sistema de informação e/ou das redes mundiais, com o suporte da tecnologia da informação e comunicação– TIC. Desta forma, cooperam na erradicação da pobreza e geram trabalhos, para uma vida com qualidade. Assim, desenvolvem a humanidade para obterem o ter através da manutenção das características da sua sociedade, respeitando a sua cultura e a geopolítica.

O homem é a sua economia, uma vez que as necessidades, os interesses e as reivindicações partem de si, e aglutinam-se pelas informações colhidas de baixo para cima, formando valores, a fim de supri-los em micro regulamentação numa moderna empresa, a iempresa, uma empresa de informação que antecipa o jogo do mercado, regulamentando-o.

 O objetivo desta visão do neocooperativismo é criar um desenvolvimento sustentável com autogestão e estabelecer a  base da “Era da Verdade”, ou melhor, da organização do mercado da informação, para regulamentá-lo, acabando com o fake news.

*Rosalvi Monteagudo é contista, pesquisadora, professora, bibliotecária, assistente agropecuária, funcionária pública aposentada e articulista na internet. Mestre em Cooperativismo pelo CEDOPE/UNISINOS (São Leopoldo, RS) e autodidata, lê e estuda sobre Economia e o forte papel que exerce no social.

 

(ProCultura)

 

 

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