Uma nova economia é possível

Marcos Machado 22/04/2019 0
Uma nova economia é possível

*Rosalvi Monteagudo

A doutrina econômica da cooperação é a base de uma economia humana organizada de baixo para cima, ou melhor, do ser para o ter. É antagônica a doutrina econômica neoliberal, que se organiza do ter para o ser, ou seja, de cima para baixo. Como toda economia, precisa de doutrina e princípios, motivo pelo qual se busca criar novas regras nos princípios cooperativistas.

Como o maior problema é o acesso ao capital e ao conhecimento, por meio de novas regras, constitui a doutrina econômica da cooperação e adapta-se a essa Quarta Revolução Industrial e Tecnológica que passa a organizar o social pelo “Quinto principio Educação, treinamento e informação”, combatendo o dumping social. A grande diferença da doutrina neoliberal para a doutrina da cooperação baseia-se no princípio do “Reino do consumidor”, que é a subordinação da produção ás necessidades de consumo, enquanto a neoliberal é a subordinação do consumo á produção, numa ação impulsiva para se gastar com o social em função do capital, consequentemente, e não o capital em função do social. Os probos pioneiros podem ser chamados de criadores do movimento de consumo. Portanto, voltamos aos pobres tecelões cooperativistas que propuseram a organização de baixo para cima.

A economia solidaria traz alguns aspectos modernos pela tecnologia da informação e comunicação, que conduz a uma efetiva mudança do social para o capital no sentido de satisfazer às necessidades humanas, como:- Essas novas regras ao terceiro princípio cooperativista “Participação econômica dos sócios” – por meio do mercado da informação e dos meios tecnológicos, estabelecem as bases para a cooperação econômica e combate o dumping comercial, gerando retorno, ou melhor, distribuição de renda. A implementação da doutrina econômica da cooperação será pela organização do capital em cooperação econômica, por meio de novas regras aos seguintes princípios.

– Adesão livre;

– Controle democrático;

– Participação econômica dos sócios;

– Autonomia e independência;

– Educação, treinamento e informação;

– Cooperação entre as cooperativas;

– Preocupação com a Comunidade.

Na economia solidária, o governo passa a ser parceiro, pois, atualmente, precisa do social para gerar trabalho e fixar o homem na terra. Acaba com o intervencionismo, pois necessita do apoio e parceria da sociedade para organizar o social, gerar trabalho e distribuir renda.

Passa a organizar o social pela geração de trabalho em cooperação econômica, numa autonomia financeira. As novas regras aos universais princípios precisa estabelecer as bases pela organização de uma moderna iempresa, empresa virtual, através do mercado da informação e dos meios tecnológicos.

* Rosalvi Monteagudo é contista, pesquisadora, professora, bibliotecária, assistente agropecuária, funcionária pública aposentada e articulista na internet.

Mestre em Cooperativismo pelo CEDOPE/UNISINOS (São Leopoldo, RS) e autodidata, lê e estuda sobre Economia e o forte papel que exerce no social.

Publicações:

Revisão das regras dos princípios coope-rativistas, 2001

Economia solidária; novas regras, 2002

Autonomia na organização da iempresa; uma sugestão para o desemprego, 2004

Sustentabilidade socioeconômica, via web-service, 2006

Administração e a contabilização/ accountability para o terceiro setor, 2007

Economia digital e sustentabilidade, 2008

(F&M Procultura)

Leave A Response »

%d bloggers like this: